Casa do Rio do Porto

Marco Histórico em Melgaço, Viana do Castelo
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R. Rio do Porto 151

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03/16/2020
João Jaques

Sita na freguesia da Vila, SMP. As armas foram concedidas, a 1/9/1793, ao Dr. João Manuel Gomes de Abreu Cunha Araújo. O primeiro membro dessa família a residir no Rio do Porto parece que foi o Dr. João António, nascido no século XVIII, filho de Bento da Cunha Araújo e de Maria Gonçalves, ou Maria Martins (moradores na Rua do Campo, depois Rua do Espírito Santo, perto da igreja matriz da Vila), casado com D. Maria Gomes de Abreu, ou D. Mariana Gomes Figueiroa (ver “O Meu Livro das Gerações Melgacenses”, vol. I, p. 409). Na obra citada, p. 410, lê-se: «Ora em 17/5/1748 D. António da Glória, mestre doutor de Sagrada Teologia na Universidade de Coimbra e Prior Donatário do Real Mosteiro do Salvador de Paderne e os mais padres conciliares emprazaram por três vidas aos fidalgos da Casa do Rio do Porto o prazo das Serenadas, que pertencera à família da mulher.» No entanto, quem solicitou à rainha D. Maria I a justificação de nobreza e mandou colocar as pedras de armas no frontispício da Casa foi o Dr. João Manuel Gomes de Abreu Cunha Araújo, filho do Dr. João António de Araújo e de D. Mariana Gomes de Abreu, neto paterno de Bento da Cunha Araújo e de D. Maria Martins, e bisneto de Gonçalo da Cunha Araújo e de D. Catarina Esteves; e neto materno de João Gomes de Abreu e de D. Maria Gomes de Figueiroa, e bisneto de Manuel Gomes de Abreu e de D. Jerónima de Castro. Este Dr. João Manuel casou, a 6/8/1768, com D. Isabel Maria, filha do capitão Manuel Luís Pereira da Gama e de Maria de Araújo, moradores no Campo da Feira de Fora, SMP, e faleceu em 1813.  É curioso que esta Casa Solar tenha sido adquirida, na década de vinte do séc. XX, pelo então secretário de finanças em Melgaço, Ernesto Viriato dos Passos Ferreira da Silva, de Braga, casado em Melgaço a 21/9/1918 com Margarida Maria, neta ilegítima do fidalgo da dita Casa, Caetano José de Abreu Cunha Araújo, e de Margarida Carolina de Castro Álvares de Barros. O acontecimento gerou polémica, pois Ernesto Viriato era o chefe dos republicanos no concelho, e foi Governador Civil de Viana em 1925. Acusaram-no de monárquico, mas ele argumentou publicamente que comprara aquela Casa fidalga porque estava em ruínas e queria recuperá-la. O certo é que ali viveu com a família, com o peso daqueles brasões à porta de entrada.

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